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18.05.20110
FÓRUM NACIONAL DE DANÇA
REALIZA 3ª ETAPA COM RESIDÊNCIA ARTÍSTICA E PALESTRA
Eixos temáticos são a produção e as políticas públicas para a dança
Em sua terceira e última etapa, Fórum Nacional 1 Minuto para dança promove Residência artística com Gilsamara Moura, professora, coreógrafa, pesquisadora e professora da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia. Dirigida ao público de bailarinos, atores, coreógrafos e criadores do movimento, a Residência Artística terá uma carga horária intensa de 20 horas aulas. Será realizada na Sala de Dança do Centro de Ciências da Educação – CCE, da UFPI, entre os dias 24 e 27 de maio, das 9 ás 12 horas.
Na primeira e segunda etapa do Fórum, esteve presente o aspecto formativo da dança, onde a educação e a necessidade de uma graduação em dança no estado centralizaram as discussões. Neste terceiro momento, a produção em dança, por meio do intercâmbio de experiências, a busca por fundamentação teórica e capacitação daqueles que fazem a dança em nosso estado, será o norte das atividades.
“Como militante cultural, criadora, intérprete e pesquisadora de dança, tenho sempre enorme satisfação em participar de eventos e projetos que impulsionem minha área de atuação profissional. O Fórum Nacional de Dança do Piauí será, para mim, a ampliação deste sonho. Trocar, compartilhar e colaborar com ações que partem do entendimento de dança como área do conhecimento, com suas especificidades e demandas singulares, são meus objetivos. “ Ressalta Gilsamara Moura.
Palestra Redes Colaborativas em Dança Como Ação Política
Expandindo-se os eixos temáticos do Fórum, tem espaço garantido nesta etapa a questão das políticas públicas para dança, nesse perfil, a profª Lúcia Matos profere a palestra Redes Colaborativas em Dança Como Ação Política, dia 28 de maio às 9 horas no auditório do SEBRAE/PI, na Av. Campos Sales; Lúcia Matos tem doutorado em artes cênicas e atua junto ao Colegiado Nacional de Dança do Ministério da Cultura. Na UFBA, é professora dos cursos de graduação e pós-graduação da Escola de Dança.
Colaboram com a palestra, com depoimentos de suas próprias experiências, os piauienses Marcelo Evelin, do Núcleo do Dirceu e Sidh Ribeiro, do Balé da Cidade.
Para a coreógrafa Luzia Amélia e a profª. Zozilena Fróz, da UFPI, coordenadoras do Fórum Nacional, a expectativa é de se construir espaços de intercâmbio, reflexão e produção de conhecimento com este Fórum, permitindo uma atuação organizada e política da dança piauiense.
+ Informações:
3221.1977 | 8811.0407 | 9946 7095
Fontes para Entrevista:
Luzia Amélia, coordenadora (9946 7095)
Zozilena Fróz, coordenadora (9922 4551)
Currículo dos Convidados
Gilsamara Moura (BA)
Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP (2008), com pesquisa sobre políticas públicas em dança. Atua como curadora, bailarina, coreógrafa e consultora de projetos coreográficos. Tem desenvolvido pesquisa em Dança sobre percepção visual, neurônios-espelho e improvisação. Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação da UFBA. Professora Adjunta da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia. Coordena o Projeto de Extensão GDC-Grupo de Dança Contemporânea da UFBA;
Lúcia Matos (BA)
Doutora em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia, onde atua como professora adjunta da Escola de Dança nos cursos de Graduação e Pós Graduação. Mestra em Educação (PPGE/UFBA) e licenciada em Dança. É co-líder e pesquisadora do PROCEDA (UFBA), atuando nas linhas de pesquisa: Processos Educacionais e Processos Corporeográficos. Coordena o projeto Redanças: redes colaborativas em dança como ação política. É associada do Fórum Nacional de Dança, da World Dance Aliance – WDA. Faz parte do grupo Gestor da Red Sudamericana de Danza – RSD.
Marcelo Evelin (PI)
Coreógrafo, pesquisador e intérprete.
Vive e trabalha na Europa desde 1986, onde atua na área da dança e do teatro físico, tendo colaborado com profissionais de variadas linguagens, nacionalidades e experiências, em projetos também envolvendo música, vídeo, instalação e ocupação de espaços específicos.
É criador residente do Hetveem Theater em Amsterdam com sua Companhia Demolition Inc., e ensina improvisação e composição na Escola Superior de Mímica de Amsterdam-Holanda, onde também cria projetos e orienta estudantes em processos criativos.
Orienta workshops e projetos colaborativos em vários países da Europa, Estados Unidos, África, América do Sul e Brasil.
Sidh Ribeiro (PI)
Bailarino e coreógrafo, tem formação técnica em pedagogia. Tem 20 anos de experiência como professor de dança, diretor de companhia e coordenador artístico. Já recebeu títulos e premiações Brasil a fora. Ministra cursos e workshops como convidado em festivais. Graduando em Marketing.
Dirige o Balé da Cidade, cia. oficial de dança da prefeitura de Teresina. È coordenado de dança da Fundação de Cultura Monsenhor Chaves.
Realização
Cia. Luzia Amélia
Coordenação de Assuntos Comunitários e Culturais – PREX/UFPI
Parceria
SEBRASE/PI |Humana Saúde |SEDUC | Faculdade Santo Agostinho | Escola Balé de Teresina
Apoio
Casa da Cultura | Theatro 4 de Setembro | Pró Arte FUMDHAM |
10.05.2010
FÓRUM DISCUTE DANÇA
E EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA
O Fórum Nacional 1 Minuto Para Dança em sua 2ª Etapa recebe a Draª em Semiótica pela PUC/SP, Lenira Rengel(foto em anexo), professora da Universidade Federal da Bahia e autora de diversos livros na área da dança e da educação.
A Profª. Lenira Rengel ministrará na CASA DA CULTURA os Workshops:
13/05 – 16 horas – Dança Criativa para criança
14/05 – 09 horas – Dança , Corpo, Criação para estudantes de dança e teatro
E a Palestra-Show
- ·14/05 – 15 horas – Corponectividade e Educação Contemporânea dirigida a professores da escola formal e arte-educadores
Além de lançar os livros:
- Cadernos de Corpo e Dança
- Dicionário Laban
- Pequena Viagem pelo Mundo da Dança
Essa semana do Fórum Nacional foi reservada à educação, numa tentativa de incluir o corpo e a dança nos processos educacionais. Para tanto, foram convidados profissionais da área da educação de diversas instituições, públicas e particulares. O grande objetivo é estimular novas descobertas e uso de ferramentas didáticas que auxiliem no desenvolvimento cognitivo dos alunos. Numa parceria inédita com a SEDUC, professores da rede estadual de ensino terão a oportunidade de se adquirir conhecimento nesta área, em atenção aos Parâmetros Curriculares Nacionais que orientam que seja incluída a dança nos conteúdos programáticos das escolas.
O Fórum Nacional surge da necessidade premente em abrir espaços políticos para a dança em nosso estado. Reivindicar políticas públicas, culturais e educacionais, que contemplem a dança, reconhecendo-a como área do conhecimento.
Para Lenira Rengel: “Promover um Fórum é uma postura democrática perante a arte e a vida, pois um fórum é um espaço físico para o livre pensar/agir/dialogar. No caso de um fórum de dança, o dançar é o eixo no qual se dá o pensamento, o ato e o diálogo.”.
A Profª. Zozilena Fróz, da Coordenação de Ação Comunitária e Cultural é a grande articuladora do Fórum no âmbito do ensino superior, na luta pela implantação de uma graduação na área. Ampliando o campo de atuação de profissionais da dança do Piauí e fomentando o setor.
“Em um país tão grande e lindo como o nosso, onde tantos Brasis se configuram e pelos quais tenho tido o privilégio de estar, há que se entender as localidades e as globalidades. O Fórum de Dança do Piauí, que muito me honra com seu convite, traz atenção para um local no Nordeste do país que se faz como mais um foco irradiador de modos de danças, de idéias, de arte, de cultura. Portanto, este Fórum de Dança no Piauí se expande para uma globalidade Brasil e mundial.“ reconhece Lenira Rengel.
Ações EXTRAS em São Raimundo Nonato – PI
A programação do Fórum se estende, neste final de semana, até São Raimundo Nonato, a 500km ao sul de Teresina, onde acontecerão Workshop apra crianças atendidas pelo Pó-Arte FUMDHAM e intervenção artística no Museu do Homem Americano. Na oportunidade as Professoras/Doutoras em semiótica pela PUC, Zozilena Fróz(PI) e Lenira Rengel(BA) irão liderar uma ‘expedição científica’ até as inscrições rupestres do Parque Nacional Serra da Capivara, juntamente com os integrantes da Cia. Luzia Amélia, em pesquisa que pretende unir dança e ancestralidade em futuros trabalhos científicos e artísticos dos pesquisadores.
Fontes para entrevista:
Luzia Amélia, coordenadora
Zozilena Fróz, coordenadora
Lenira Rengel, palestrante
+ Informações: 3221.1977 | 8811.0407 | 9946.7095
04.05.2010
FÓRUM NACIONAL PROSSEGUE COM AÇÕES EXTRAS
Até 29 de maio, o Fórum Nacional 1 Minuto Para Dança desenvolve atividades como palestras, workshops, lançamento de livros e residêcnias artísticas na cidade, divididos em 3 etapas com foco de interesses distintos: a formação, a produção e as políticas públicas na dança.
Entre uma etapa e outra, acontecem as ações extras. Em plena preparação para se desenvolver a 2ª etapa, acontecerá esta semana na Casa da Cultura de Teresina, com entrada franca:
Quinta(06/05):
· Workshop Corpo, Dança capoeira, com Grupo Córdão de Ouro(PI), às 18 horas na sala de dança.
Sexta (07/05)
· Espetáculo SANGUE, da Cia. Luzia Amélia (PI), na Galeria Lucídio Albuquerque, às 19 horas. Censura 18 anos.
SOBRE SANGUE
É a primeira vez que SANGUE é apresentado ao grande público. O espetáculo consumiu 3 anos de pesquisa da cia. Luzia Amélia. Estreou em maio de 2008 em Salvador(BA) e foi montado com recursos do Prêmio Klauss Vianna de Dança.
“ SANGUE é uma obra aberta, não sentimos ainda que esteja pronto, é um caminhar, um percorrer, um espalmilhar de histórias e vivências que teimam em não se fechar. È um ciclo que ainda está aberto. É uma aventura artística.” Revela Luzia amélia, coreógrafa/diretora do espetáculo.
Em todos estes anos de intensa pesquisa e ensaios, o espetáculo modificou-se conceitual e esteticamente. O elenco inicial de 8 bailarinos dá lugar a um grupo enxuto de apenas 4 artistas em cena, por exemplo. Elementos cênicos, músicas e movimentos também foram se transformando ao longo do trabalho. Reside aí, o grande diferencial desta obra, em relação às outras da Cia.Luzia Amélia, que já tem 12 anos de carreira. Essa capacidade de se reinventar do espetáculo, em grande parte, é reflexo do prórpio tema explorado em cena, a identidade piauiense. Um tema extremamente complexo e polêmico, principalmetne para a dança contemporânea brasileira. O que nos fazem diferentes do resto do nordeste, do Basil? Quem melhor define quem somos, que símbolos? O espetáculo não responde essas perguntas de pronto, mas lança um olhar crítico sobre estas questões. E na maioria das vezes, devolve para a platéia estas perguntas, sob uma nova roupagem, sob novos prismas.
Com músicas de Possidônio Queiroz e textos do livro Sangue, de Da Costa e Silva, a obra coreográfica da Cia.Luzia Amélia segue um desenho cênico alternativo e intimista, que traz o espectador para dentro da cena, rompendo a fronteira palco/platéia e propiciando um clima de cumplicidade entre público e intérpretes.
Direção: Luzia Amélia
Intérpretes: Drika Monteiro, Andréia Barreto, Déborah Radassi e Jean das Neves
Produção: Jone Caly Macedo
SOBRE A CAPOEIRA CORDÃO DE OURO*
Fundado em 1º de Setembro de 1967 por Reinaldo Ramos Suassuna (Mestre Suassuna), filiado à Confederação Brasileira de Capoeira, o Cordão de Ouro tem sede na cidade de São Paulo e é importante nome no cenário nacional e internacional da Capoeira.
O Grupo Cordão de Ouro tem, na atualidade, filiais em vários Estados brasileiros, inclusive em Teresina – Piauí, e em alguns países como: Estados Unidos da América, França, Inglaterra, Israel, Alemanha e Portugal, México, Japão, Rússia, Polônia, Espanha, Chile, Bolívia, Paraguai, Argentina, África do Sul, Angola…entre outros.
O Grupo Cordão de Ouro Capoeira do Piauí tem como filosofia, o aprendizado da Capoeira como ferramenta para formar cidadãos dando-lhe identidade cultural, além de proporcionalizar o bem estar físico e mental através de sua prática e reconhecimento por parte da sociedade piauiense. O Grupo é presidido pelo Professor Cezar Barcelar e diretores.
Realiza diversos trabalhos em Teresina, como: NAICA’S( Promorar e Bandeirante ), UFPI( mantém a disciplina de capoeira nessa UES ), e em vários colégios da rede estadual e municipal de ensino, além de academias e clubes sociais.
São ministrada além das aulas de CAPOEIRA, aulas de danças
(Dança Guerreira, Dança Afro, Dança do Fogo, Puxada de Rede, Maculêlê, Samba de Roda), aulas de Percussão, aulas de metodologia de ensino infantil (capoeira para iniciação e recreação).
O trabalho realizado pela ASCCDOPI, tem como função valorizar a Capoeira como atividade cultural, esportiva, social, e pedagógica que atenda a todas as classes sociais, proporcionando ao público em geral uma perspectiva de vida mais saudável, enriquecedora dos valores culturais e de identidade porque ajuda na formação e consolidação da cidadania.
A Capoeira é uma atividade que mais vem se destacando na atualidade em nossa sociedade, conseguindo espaços na mídia, em novelas, jornais, programas, revistas, como um esporte altamente saudável, de grande beleza e de exercício à cidadania, posto que os diversos projetos de iniciativas particulares e, ou governamentais em instâncias as mais diversas, têm conseguido a inserção de contingente social carente, reabilitando menores e propiciando a realização de trabalhos científicos associados às disciplinas de História, Sociologia, Educação e Educação Física, entre outras, revelando-se filão que precisa ser mais bem conhecido para melhor aproveitamento, posto a grande receptividade que alcança no seio social, principalmente, entre os mais jovens desse País.
SOBRE O WORKSHOP
Sob coordenação de Moabby Macedo, o mini-curso, com 3h/aulas, abordára:
Maculêlê.
Todo dia 2 de fevereiro é dia de Maculelê em Santo Amaro da Purificação, Recôncavo baiano. Segundo Maria Mutti (1978), o Maculelê é uma mistura de dança e luta de origem negra e escrava e tem em Santo Amaro o seu reduto e em mestre Popó o único mestre conhecido.
Vários estudiosos contestam a sua origem achando alguns que se trata de uma dança indígena, outros de luta negra.
Para o Maculelê são usados três tambores (atabaques), agogô e ganzá que produzem o ritmo negro da dança. Um par de bastões é usado por cada lutador e único pelo chefe, todos feitos de madeira polida. Cada integrante usa uma gurita na cabeça (touca de ponta), lenço no pescoço, camisa comum ao estilo africano, calça igual e pés descalços. Usam o rosto muito pintado de negro com a boca exageradamente vermelha e cabelos brancos de farinha de trigo.
A dança é composta de leves volteios e um levantar de pés sincronizados às batidas dos bastões . Entre as músicas que acompanham, poucas são aquelas usadas nas senzalas que eram cantadas em línguas africanas. Muitas foram criadas em Santo Amaro pelos filhos e seguidores de mestre Popó. Cada uma delas tem um significado e um objetivo. Há música para sair às ruas, para a chegada ao local da apresentação, para saudação a Princesa Isabel pela libertação dos escravos, para Virgem Santa, par recolherem doações chamadas Ritual do Vaqueiro e aquela que se tornou a que mais caracteriz a o Maculelê: “sou eu, sou eu, sou eu Maculelê, sou eu…”.
Dança do Fogo
Ao ritmo contagiante dos atabaques os guerreiros demonstram total domínio sobre o elemento de Xangô – O FOGO.
Com movimentos unidos ao brilho das tochas os dançarinos desafiam tal elemento extraindo dele seu poder e força mística.
Dança da Guerreira
Dança com lanças e escudos, onde os guerreiros, numa combinação de movimentos plásticos e agressivos fazem saudações aos deuses africanos e representam ataques correspondentes à sua dança de guerra.
Puxada de Rede
Mantida em poucas praias do litoral baiano, a Puxada de Rede é uma importante manifestação folclórica do estado com traços da cultura negra africana. Ela permite a integração entre os pescadores e a preservação de traços africanos na cultura do povo que vive do mar, já que toda a atividade da pesca realizada é acompanhada de danças, mímicas, poesias e cantos dos pescadores africanos trazidos para o Brasil.
Samba de Roda
O Samba de Roda começou, provavelmente nos tempos da colonização, quando os negros, na sua primeira pausa para descanso, dançavam a moda da sua terra.
O ritmo contagiante do samba marcado por palmas e passos excitantes fez com que, aos poucos, o samba saísse da senzala e fosse para as ruas e até para a casa dos brancos. Hoje, o Samba de Roda é freqüente nos mais diversos festejos baianos como o carnaval, por exemplo.
* Informações fornecidas pelo Grupo.









